quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Conselho Sobre Como Praticar o Dharma Corretamente

Conselho Sobre Como Praticar o Dharma Corretamente


Padmakara, o mestre de Uddiyana, residiu em Samye depois do ser convidado [a visitar] o Tibet pelo rei [Trisong Detsen]. Ele deu numerosos ensinamentos ao rei, aos seus ministros e a outras pessoas devotadas na parte leste do templo central. Já que elas não entenderam corretamente, ele deu este conselho repetidamente.

O mestre Padmakara disse:
Não importa quanto eu ensine, o povo do Tibet não entende; ao invés [de seguir os ensinamentos], engaja-se em nada mais que ações pervertidas. Se você quiser praticar o Dharma desde o núcleo de seu coração, faça isso:

Ser um leigo buddhista não apenas significa observar os quatro preceitos raiz; significa jogar fora os erros não-virtuosos. Ser um noviço não simplesmente significa assumir um exterior puro; significa praticar a virtude corretamente. Ser um monge não apenas significa controlar o corpo, a fala e a mente nas atividades diárias e ser proibido de fazer todos os tipos de coisas; significa trazer todas as raízes ao caminho da grande iluminação.

Ser virtuoso não apenas significa vestir mantos amarelos; significa temer o amadurecimento do karma. Ser um amigo espiritual não apenas significa assumir uma conduta dignificada; significa ser o glorioso protetor de todos. Ser um yogi não apenas significa se comportar brutalmente; significa misturar a própria mente com a natureza do dharmata.

Ser um mantrika não apenas significa murmurar encantos; significa atingir rapidamente a iluminação através do caminho da união dos meios e conhecimentos. Ser um meditador não apenas significa viver em uma caverna; significa treinar no verdadeiro significado [do estado natural]. Ser um eremita não apenas significa viver na floresta profunda; significa que a própria mente está livre das construções dualistas.

Ser instruído não apenas significa manter as oito preocupações mundanas; significa distinguir certo e errado. Ser um bodhisattva não significa reter um auto-interesse interior; significa esforçar-se nos meios para liberar todos os seres sencientes do samsara.

Ter fé não significa choramingar; significa entrar no caminho correto sem medo da morte e do renascimento. Ser diligente não significa se engajar em várias atividades sem descanso; significa esforçar-se nos meios para deixar a existência samsárica para trás. Ser generoso não simplesmente significa dar com distorção e parcialidade; significa estar profundamente livre do apego a qualquer coisa que seja.

Instrução oral não significa ter muitos livros escritos; significa algumas palavras que golpeiam o ponto vital em sua mente. Visão não simplesmente significa opinião filosófica; significa estar livre das limitações das construções mentais. Meditação não significa se fixar sobre algo com pensamento; significa que sua mente é estável na cognição natural, livre da fixação.

Ação espontânea não apenas significa agir com louco abandono; significa estar livre da fixação sobre as percepções deludidas como sendo reais. O conhecimento discriminativo [prajna] não significa o intelecto aguçado do pensamento confundido; significa entender que todos os fenômenos são não-surgidos e vazios de construções mentais.

Aprendizado não apenas significa receber ensinamentos através dos ouvidos; significa cortar completamente os conceitos errôneos e ter realização além da mente conceitual. Refletir não apenas significa seguir o pensamento conceitual e formar suposições; significa cortar completamente seu apego deludido. Fruição não apenas significa os rupakayas convidados de Akanishtha; significa reconhecer a natureza da mente e atingir estabilidade nela.

Não confunda as palavras com o significado dos ensinamentos. Misture a prática com o seu próprio ser e atinja a liberação do samsara bem agora.


(Advice from the lotus born: a collection of Padmasambhava's advice to the dakini Yeshe Tsogyal and other close disciples. Introdução de S.E. Tulku Urgyen Rinpoche, tradução de Erik Pema Kunzang e edição de Marcia Binder Schmidt. Kathmandu: Rangjung Yeshe, 1994. Pág. 99-100.)

A Aspiração da Mandala de Vajradhatu

A Aspiração da Mandala de Vajradhatu


Namo Guru

No décimo dia do mês do macaco no ano do macaco, o mestre de Uddiyana [Padmasambhava] proferiu esta aspiração na ocasião da revelação da mandala de Vajradhatu na câmara central coberta de turquesa em Samye. Desde então, o rei [Trisong Detsen] e os discípulos fizeram dela a sua prática diária. Todas as gerações futuras devem adotá-la, com todo coração, como sua prática também.

Vitoriosos e seus filhos nas dez direções e quatro tempos,
Assembléias de lamas, yidams, dakinis e protetores do Dharma,
Por favor venham aqui todos vocês, numerosos como os grãos de poeira no mundo,
E se sentem sobre assentos de lótus e lua no céu no diante de mim.

Com corpo, fala e mente respeitosos, eu me curvo
E apresento a vocês oferendas externas, internas, secretas e da talidade.
Na presença de vocês, sugatas, os objetos supremos de veneração,
Sinto vergonha por minhas más ações passadas
E arrependidamente confesso minhas não-virtudes presentes.
Vou refreá-las e abandona-las no futuro.
Regozijo em todas as acumulações de mérito e virtude
E peço a vocês, vitoriosos, que não passem para o nirvana,
Mas girem a roda do Dharma do Tripitaka e dos ensinamentos insuperáveis.
Todas as acumulações de virtudes eu dedico às mentes dos seres
Para que possam alcançar a liberação insuperável.

Buddhas e seus filhos, por favor me ouçam!
Possa esta excelente aspiração que aqui comecei
Ser expressa de acordo com o vitorioso Samantabhadra e seus filhos
E com a sabedoria do nobre Manjushri.

Possam todos os mestres preciosos, o esplendor do Dharma,
Alcançar todos os lugares como o céu.
Possam eles brilhar sobre todos como o sol e a lua
E possam suas vidas ser firmes como montanhas.

Possa a preciosa Sangha, o fundamento do Dharma,
Estar em harmonia, manter votos puros e ser rica nos três treinamentos.
Possam os praticantes do Mantrayana, a essência do Dharma,
Manter seu samaya e aperfeiçoar os estágios de desenvolvimento e completude.

Possa o soberano que sustenta o Dharma, o patrono do Dharma,
Expandir seu domínio e ajudar os ensinamentos buddhistas.
Possa a nobres e os chefes, os servos do Dharma,
Aumentar sua inteligência e ser dotados com recursos.

Possam todos os ricos chefes de família, os patrocinadores do Dharma,
Ter riqueza e alegria, e ser livres do mal.
Possam todos os países com fé no Dharma
Ter paz e felicidade e ser livres dos obstáculos.

Possa eu, um yogi no caminho,
Ter samaya perfeito e a realização de meus desejos.
Possa qualquer um conectado comigo através do karma bom ou ruim,
Tanto agora quanto definitivamente, ser estimado pelos vitoriosos.
Possam todos os seres entrar no portão do veículo insuperável
E atingir o vasto reino de Samantabhadra.

Esforce-se nesta aspiração durante as seis sessões.
Samaya, selado.

O grande tertön Chogyur Dechen Lingpa, emanação do príncipe Murub, revelou este terma entre uma multidão de pessoas. Ele tirou-o debaixo da parte superior da Montanha da Rocha de Jóias Empilhadas [Rinchen Tzeg], situada no declive direito do lugar mais sagrado, o Penhasco Celestial do Grande Leão [Sengchen Namtrag]. O papel de seda, feito do manto de Vairochana com letras tibetanas shurma escritas por [Yeshe] Tsogyal, foi então imediata e acuradamente transcrito por Pema Garwang [Jamgön Kongtrül] Lodrö Thaye. Possa a virtuosa bondade aumentar.


(Advice from the lotus born: a collection of Padmasambhava's advice to the dakini Yeshe Tsogyal and other close disciples. Introdução de S.E. Tulku Urgyen Rinpoche, tradução de Erik Pema Kunzang e edição de Marcia Binder Schmidt. Kathmandu: Rangjung Yeshe, 1994. Pág. 148-150.)

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O Testamento do Cravo de Jóias

[Estes conselhos foram ditos por Padmasambhava para Yeshe Tsogyal]

Eu, o mestre Nascido do Lótus de Uddiyana,
Treinei no Dharma pelo meu bem-estar e pelo dos outros.
Ao leste de Vajrasana,
Eu estudei e me tornei instruído nos ensinamentos do Sutra.

Ao sul, ao oeste e ao norte,
Eu estudei as coleções do Vinaya, do Abhidharma
E os ensinamentos da Paramita.

Em Bhasudhara eu estudei Kriya.
Na terra de Uddiyana eu estudei Yoga.
No país de Zahor eu estudei as duas seções do Tantra.

Na terra de Ja eu estudei Kilaya.
No país de Singha eu estudei Hayagriva.
Na terra de Marutse eu estudei Mamo.
No Nepal eu estudei Yamantaka.
Em Vajrasana eu estudei Amrita.

As quatro seções do Tantra Pai e do Tantra Mãe,
Incluindo o Guhyasamaja,
Eu estudei na terra de Jala até alcançar erudição.
A Grande Perfeição eu aprendi de minha mente naturalmente desperta.
Eu realizei que todos os fenômenos são como um sonho, como mágica.

Na terra do Tibet eu realizei imensas ações pelo bem-estar dos seres.
Na era de degeneração eu beneficiarei os seres.
Para tanto eu escondi inumeráveis tesouros terma
Que irão encontrar as pessoas destinadas.

Todos vocês, afortunados que se conectam com estes termas,
Obedeçam o comando do Nascido do Lótus!

Assim ele disse.

Emaho! No fim desta era, meus tesouros terma florescerão nesta terra nevada do Tibet. Ouçam aqui, todos vocês que seguirão meus conselhos nesse tempo!

É difícil realizar a natureza da Ati Yoga da Grande Perfeição, então a treine! Esta natureza é o estado desperto da mente. Apesar de o seu corpo permanecer humano, sua mente chegará ao estágio do estado búddhico.

Não importa quão profundo, quão vasto ou quão abarcadores os ensinamentos da Grande Perfeição possam ser, todos eles estão incluídos dentro disto: não medite ou fabrique nem mesmo um átomo e não fique distraído nem mesmo por um instante.

Há o perigo de que as pessoas que falham em compreender isto usem este chavão: "Está tudo bem em não meditar!" Suas mentes permanecem presas pelas distrações do negócio samsárico, apesar de que quando realizarem a natureza da não-meditação, elas devam ser liberadas em igualdade do samsara e nirvana. Quando a realização ocorrer, você definitivamente deve estar livre do samsara, de modo que suas emoções perturbadoras naturalmente se acalmem e se tornem o despertar original. De que serve a realização que falha em reduzir suas emoções negativas?

Porém, algumas pessoas se entregam aos cinco venenos, evitando a meditação. Elas não realizaram a verdadeira natureza e certamente irão para o inferno.

Não professe uma visão que ainda não realizou! Já que a visão é vazia de ver, a essência da mente é uma expansão de grande vacuidade. Já que a meditação é sem meditar, deixe sua experiência individual livre da fixação. Já que a fruição é sem abandonar ou atingir, ela é o dharmakaya de grande êxtase. Estas quatro frases são palavras de meu coração. Contradiga-as e você falhará em descobrir a natureza do Ati Yoga.

No fim da era futura, haverá muitos praticantes pervertidos que tratarão o Dharma como mercadoria. Nessa época, todos aqueles que obedecem minhas palavras, não abandonem as dez atividades espirituais.

Apesar de a sua realização ser igual à dos buddhas, faça oferendas às Três Jóias. Apesar de você ter obtido maestria sobre sua mente, direcione suas metas interiores para o Dharma. Apesar de a natureza da Grande Perfeição ser suprema, não deprecie os outros ensinamentos.

Apesar de você ter realizado que os buddhas e os seres sencientes são iguais, abrace todos os seres com compaixão. Apesar de os caminhos e estágios estarem além do treinamento e da jornada, não deixe de purificar seus obscurecimentos através das atividades do Dharma. Apesar de as acumulações estarem além do juntar, não corte as raízes da virtude condicionada.

Apesar de a sua mente estar além do nascimento e da morte, este corpo ilusório morre, então pratique enquanto se lembra da morte. Apesar de você experienciar o dharmata livre do pensamento, mantenha a atitude da bodhichitta. Apesar de você ter atingido a fruição do dharmakaya, mantenha a companhia com sua divindade meditacional.

Apesar de o dharmakaya não estar em qualquer outro lugar, procure o verdadeiro significado. Apesar de o estado búddhico não estar em qualquer outro lugar, dedique qualquer virtude que criar à iluminação insuperável. Apesar de tudo o que é experienciado ser o buddha original, não deixe sua mente vaguear no samsara.

Apesar de a essência de sua mente ser o buddha, sempre venere o yidam e o lama. Apesar de você ter realizado a natureza da Grande Perfeição, não abandone sua divindade meditacional. Aqueles que, ao invés de fazer isto, falam tolamente com palavras orgulhosas, apenas prejudicam as Três Jóias e não encontrarão nem mesmo um instante de felicidade.

O mestre disse: Os seres humanos não pensam sobre a morte. A vida de um homem é como um monte de palha ou uma pluma sobre uma passagem de montanha. O demônio Senhor da Morte vem subitamente, como uma avalanche ou uma tempestade. As emoções perturbadoras são como a palha pegando fogo. O tempo de sua vida diminui como as sombras ao sol nascente.

Todos os seres sencientes dos três reinos emaranham-se na cobra negra auto-criada da raiva. Eles se cortam com os chifres do boi vermelho auto-criado do desejo. Eles se obscurecem com a densa escuridão auto-criada da estagnação. Eles se acorrentam no penhasco auto-criado da vaidade. Eles se destroçam com o chacal auto-criado da inveja. As pessoas não percebem que falharam em escapar das cinco perigosas máculas das emoções negativas. Elas fazem qualquer coisa para experienciar os prazeres samsáricos desta vida apenas.

Esta vida é cruzada em um breve momento, mas o samsara é infinito. O que você vai fazer na próxima vida? E o tempo desta vida também não é garantido: a hora da morte é incerta e, como um condenado levado à prancha, a cada passo você está mais próximo da morte.

Todos os seres são impermanentes e morrem. Você não ouviu falar das pessoas que morreram no passado? Você não viu qualquer um de seus parentes morrer? Você não percebeu que está ficando velho? E ainda assim, ao invés de praticar o Dharma, você se esquece da aflição passada. Ao invés de temer a miséria futura, você ignora o sofrimento dos reinos inferiores.

Perseguido pelas circunstâncias temporárias, amarrado pela corda da fixação dualista, exausto pelo rio do desejo, preso na teia da existência samsárica, mantido prisioneiro pelas apertadas algemas do amadurecimento kármico — mesmo quando as notícias do Dharma alcançam-no, você ainda se apega às diversões e permanece descuidado. A morte não acontece para pessoas como você? Tenho pena de todos os seres sencientes que pensam deste modo!

O mestre disse: Quando você mantém a mente na miséria do morrer, torna-se claro que todas as atividades são causas de sofrimento; então, abandone-as. Corte todos os nós, até mesmo o menor, e medite em solidão sobre o remédio da vacuidade. Nada mais irá ajudá-lo na hora da morte, então pratique o Dharma, já que ele é o seu melhor companheiro.

O seu mestre e as Três Jóias são a melhor escolta, então o quanto antes tome refúgio. Praticar o Dharma é o que mais ajuda o seu estado mental. Lembre-se do que você ouviu, já que o Dharma é o que é mais digno de confiança.

Não importa qual ensinamento você pratica, abandone o sentimento de sono, letargia e preguiça. Ao invés disso, vista a armadura da diligência. Não importa qual ensinamento você compreendeu, não se separe do seu significado.

Padmasambhava disse: faça assim se você quer praticar o Dharma! Mantenha em mente as instruções orais do seu lama. Não conceitualize suas experiências, pois isto o faz ficar apegado ou raivoso. Dia e noite, olhe para sua mente. Se o fluxo de sua mente contiver qualquer não-virtude, renuncie a ela a partir do núcleo de seu coração e exerça a virtude.

Acima de tudo, quando você vir outras pessoas cometendo o mal, sinta compaixão por elas. É inteiramente possível que você sinta apego ou aversão por certos objetos dos sentidos. Abandone isso. Quando você sentir apego por algo atrativo ou aversão por algo repulsivo, compreenda isso como uma delusão de sua mente, nada mais que uma ilusão mágica.

Quando vocês ouvir palavras agradáveis ou desagradáveis, compreenda-as com um ressoar vazio, como um eco. Quando você encontrar o infortúnio e miséria severos, compreenda-os como uma ocorrência temporária, uma experiência deludida. Reconheça que a natureza inata nunca está separada de você.

Obter um corpo humano é extremamente difícil, então é tolice ignorar o Dharma uma vez que ele é encontrado. Apenas o Dharma pode ajudá-lo; todo o resto é engano mundano.

Novamente o mestre disse: Os seres com karma inferior almejam a grandeza e vaidade deste mundo, e agem sem qualquer pensamento sobre o amadurecimento kármico. A miséria futura durará muito mais que a presente, então sinta amor e compaixão maternais pelos seres dos três reinos. Mantenha companhia constante com a mente desperta da bodhichitta. Abandone as dez não-virtudes e adote as dez virtudes.

Não considere qualquer ser senciente como inimigo: fazer isso é apenas sua delusão da mente. Não procure comida e bebida através das mentiras e do engano. Apesar de a sua barriga estar cheia nesta vida, ela estará pesada na próxima.

Não se envolva com negócios e fazer lucros; em geral, é uma distração tanto para você quanto para os outros. Não dê importância para a riqueza porque ela é o inimigo da meditação e da prática do Dharma.

Ficar apenas na comida é uma causa de distração; mantenha suas provisões de meditação simplesmente suficientes para sustentá-lo. Não viva em vilas ou áreas que promovam o apego e a aversão. Quando seu corpo estiver em exclusão, sua mente estará também. Abandone a conversa fiada e fale menos. Se vocês ferir os sentimentos dos outros, ambos criarão karma negativo.

Em geral, todos os seres sencientes sem exceção foram seus pais, então não se permita sentir apegado ou hostil. Mantenha um estado mental pacífico. Abandone a raiva e as palavras duras; ao invés disso, fale com um rosto sorridente.

A bondade dos seus pais não pode ser retribuída nem mesmo se você sacrificar sua vida, então seja respeitoso em pensamento, palavra e ação. Tanto a virtude quanto o mal vêm dos objetos e companheiros percebidos, então não mantenha companhia com aqueles que fazem o mal. Não permaneça em um lugar onde as pessoas são hostis diante de você e que aumentam a raiva e o desejo. Se você o fizer, isso apenas aumentará as emoções perturbadoras em você e nos outros.

Permaneça onde seu estado mental fique em tranqüilidade e a sua prática de Dharma progredirá automaticamente. Permanecer em lugares de extremo apego e aversão é apenas uma distração. Permaneça onde sua prática de Dharma se desenvolve.

Se você se tornar vaidoso, suas virtudes diminuirão, então deixe de ser arrogante e orgulhoso. Se você se tornar desapontado e sem coração, console-se e seja o seu próprio conselheiro. Reembarque sobre o caminho.

O mestre disse: Se você quiser genuinamente praticar o Dharma, faça o que é virtuoso, até mesmo a ação mais diminuta. Renuncie ao que é mal, até mesmo a menor ação. O maior oceano é feito de gotas d'água; até mesmo o monte Sumeru e os quatro continentes são feitos de pequenos átomos.

Não importa se o seu ato de generosidade é tão pequeno quanto uma única semente de gergelim; se você der com compaixão e bodhichitta, atingirá um mérito cêntuplo. Se você der sem a intenção da bodhichitta, seu mérito não aumentará mesmo se der cavalos e gado.

Não se entregue à lisonja nas amizades de meio coração. Permaneça honesto em pensamento e ação. A primeira prática do Dharma é manter a honestidade em pensamento e ação. O fundamento da prática do Dharma descansa sobre o samaya puro, a compaixão e a bodhichitta. Os samayas do mantra secreto, os preceitos do bodhisattva e as regras dos shravakas estão todos incluídos dentro disto.

O mestre disse: Use todos os seus suprimentos de comida e riqueza com atos virtuosos. Algumas pessoas dizem, "Precisa-se de riqueza na hora da morte." Mas quando você for golpeado por uma doença fatal, não poderá diminuir sua dor com o dinheiro, não importa quantos ajudantes você tenha, e sua dor não será maior se você não tiver coisa alguma.

Nessa hora não faz diferença se você tem ajudantes, servos, atendentes e riqueza. Todos são causas de apego. O apego amarra-o, até mesmo o apego à sua divindade e ao Dharma. O apego do rico às suas mil onças de ouro e o apego do pobre à sua agulha e linha são igualmente amarradores. Abandone o apego que bloqueia a porta para a liberação.

Quando você morrer, não importará se o seu corpo for cremado numa pira de sândalo ou consumido por pássaros e cachorros em um lugar despovoado. Você continua, acompanhado por quaisquer ações boas ou más cometidas enquanto estava vivo. Seu nome ruim ou sua boa reputação, seu estoque de comida e riqueza, e todos os seus ajudantes e servos são deixados para trás.

No dia em que você morrer, precisará de um lama sublime, então procure um [de antemão]. Sem um lama você possivelmente não pode despertar para a iluminação, então siga um lama qualificado e realize tudo o que ele comandar.

Novamente o mestre disse: Ouçam aqui, pessoas afortunadas dos tempos futuros que seguem as palavras de Padmakara! Antes de tudo, quando embarcar no caminho, você deve ser diligente. Por muito tempo no passado, você foi engrossado na experiência deludida; por incalculáveis éons, tudo o que você fez foi desviado na delusão. Corte completamente esta delusão bem agora, enquanto você obteve um corpo humano.

Todos os seres sencientes são obscurecidos pela escuridão do ignorante solo de tudo. Quando a experiência dualista surgiu, ela foi solidificada através da fixação dualista. Não importa o que os seres sencientes façam, eles cometem atos miseráveis. Esta prisão de delusão das seis classes de seres é muito apertada!

É extremamente difícil obter um corpo humano. Tendo obtido-o, apenas algumas pessoas ouvem o nome do Buddha. Após ouvi-lo, é extremamente raro que alguém sinta fé. E mesmo sentido fé uma vez, após entrar no Dharma muitas pessoas, como bestas obstinadas, quebram seus samayas e preceitos e dirigem-se em decadência. Vendo estes seres sencientes, os bodhisattvas desesperam-se e eu, Padmasambhava, preocupo-me.

Tsogyal, em um lugar onde os ensinamentos do Buddha estão presentes, as pessoas que obtiveram um corpo humano perfeito têm acumulado um mérito infinito há inumeráveis vidas, mas eles ainda possuem o karma completo das seis classes de seres.

Alguns deles, ao ouvirem as qualidades do Buddha, incendeiam-se de apego e raiva, atormentados sobre se outras pessoas se interessarão também. Tendo se juntado aos seguidores dos ensinamentos de Buddha, eles atormentam-se sobre se o samsara será esvaziado. Este tipo de apego e raiva é a semente para os reinos do inferno. Em vidas futuras essas pessoas nascerão em lugares onde nunca ouvirão o nome das Três Jóias.

Vocês que vivem agora ou que aparecerão no futuro, e que ouviram corretamente às palavras de Padmakara — isto é o que vocês devem fazer: A fim de aproveitar o corpo humano que obtiveram, vocês precisam do Dharma sublime. As pessoas que se apegam e anseiam pelo prestígio e fama mundanos ao invés de praticarem o Dharma pertencem ao nível mais elevado entre os animais.

Se você duvidar disto, então pondere cuidadosamente: ficar ansioso sobre se este corpo é confortável, se ele vai durar, se alguém vai triunfar, se os íntimos serão beneficiados, se os odiados inimigos serão retribuídos da mesma forma — todas estas são coisas que as pessoas mundanas possuem. Os pássaros no céu, os ratos na terra, as formigas que vivem sob as pedras e rochas, todos também têm as mesmas coisas. Todos os seres sencientes têm-nas.

Ter inimigos menos prejudiciais que os outros seres é simplesmente o nível mais elevado entre os animais. A fim de praticar o Dharma você deve perder totalmente o apego a um país. Sua terra natal e o lugar de nascimento do apego e da raiva.

Mantenha tanta comida e riqueza que seja suficiente de tomar e carregar. Faça isso até que você perca totalmente ao apego à comida e às roupas. Não mantenha posses que se tornem uma distração. Procure um lugar não freqüentado pelas pessoas selvagens. Mantenha a comida que seja simplesmente suficiente para sustentá-lo, viva em solidão, livre da companhia.

Primeiro, purifique seus erros. Depois, olhe para a sua mente! O fato de o estado natural da mente não durar, mas ainda sim projetar pensamentos, é uma prova de que é vazio. A ocorrência ininterrupta de pensamentos projetados é a sua claridade cognitiva. Não exerça a projeção de pensamentos. Não se apegue à claridade cognitiva. Ao relaxar sua atenção e reconhecer sua essência, sua consciência natural alvorece como o dharmakaya.

Às vezes, faça práticas para limpar as máculas e trazer melhoramentos. Se você puder seguir meu testamento deste modo, atingirá o estado de Vajradhara nesta mesma vida.

Tsogyal, alguém com uma forma marrom escura e irada aparecerá próximo do final dos ensinamentos de Shakyamuni. Por isso, esconda estas minhas palavras dentro de uma pequena caixa de pele de rinoceronte marrom.

Assim ele disse.

O testamento do mestre Nascido do Lótus de Uddiyana intitulado o Cravo de Jóia é completado aqui.

Isto foi revelado por Rigdzin Gödem, o Vidyadhara com a Penugem de Abutre, do tesouro branco ao leste.

Samaya, selado, selado.

Possa ser virtuoso.

Possa ser virtuoso.

Possa ser virtuoso.

Sarva Mangalam.
(Advice from the lotus born: a collection of Padmasambhava's advice to the dakini Yeshe Tsogyal and other close disciples. Introdução de S.E. Tulku Urgyen Rinpoche, tradução de Erik Pema Kunzang e edição de Marcia Binder Schmidt. Kathmandu: Rangjung Yeshe, 1994. Pág. 25-33.)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Padmasambhava

Conhecimento da Mente, percepção da Realidade:

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Padmasambhava e o Vajra Guru Mantra

Padmasambhava e o Vajra Guru Mantra

dezembro 9, 2007 in Budismo Tibetano, Mantras

Padmasambhava, que quer dizer “Nascido do Lótus”, conhecido por vários nomes, entre eles Guru Rinpoche (Precioso Mestre), foi o fundador do Budismo Tibetano. O seu mantra Om Ah Hum Vajra Guru Padma Siddhi Hum é um dos mais conhecidos e poderosos no Budismo Tibetano. E se diz que este mantra contém a essência de todos os Budas (do passado, presente e futuro).

(este texto é uma tradução livre de Inglês para Português:)

VAJRA GURU PHAN-YON
Comentário sobre as sílabas místicas e benefícios do VAJRA GURU MANTRATradução do texto de W. L. R. Sanderson-Cassidy (original tibetano de TulkuKarma Lingpa)
Aqui está o Comentário das Sílabas Místicas e Benefícios do Mantra Guru Vajra(Mantra do Diamante), que aparece no Terma de Tulku Karma Lingpa.
A NA DZA SHA MA ZHA MA RGA RMA
VAJRA GURU DEVA DAKINI HUM
Presto homenagem ao Lama, aos Yidam e às Dakini.
A Dakini Yeshe Tsogyal disse: Eu, Yeshe Tsogyal, uma simples mulher, tendo realizado as oferendas interiores, exteriores e secretas do vasto mandala ao Guru Rinpoche, faço agora este pedido. Ó Mestre Padmasambhava, rogo-te que nos concedas a nós, povo do Tibete, a infinita assistência nesta vida presente e nas vindouras. Nunca houve antes nem haverá no futuro uma benção tão grandiosa quanto Vós. Não tenho dúvidas de que mesmo a mim, uma simples mulher, me será concedida a Vossa Sadhana, que é, em si própria, um puro e preciso néctar. Vejo que se aproxima um tempo, no futuro, no qual os seres humanos possuirão intelectos inconstantes e opiniões instáveis. Serão pessoas facilmente excitáveis, impacientes, com predisposição para a violência. Agarrar-se-ão a pontos de vistas contrários ao Dharma sagrado. Em particular, depreciarão a Doutrina dos Mantras Supremos Secretos. Nessa altura, aumentarão como armas terríveis, para todos os seres, os três grandes males: doença, pobreza e guerra. Chegará um tempo de sofrimento terrível para o Tibete e para o seu povo. Os problemas espalhar-se-ão com grande devastação pelas três regiões da China, Tibete e Ásia Central, como formigas fugindo do formigueiro destruído. Vós, ó Guru, proclamastes muitos meios hábeis para curar estes males. Contudo, para estas pessoas dos tempos vindouros não haverá oportunidade para praticar o Sadhana. Apenas um número muito reduzido de pessoas terá o desejo de o praticar. Por toda a parte, os distúrbios e distrações aumentarão fortes e poderosos. Os seres humanos serão incapazes de se entenderem entre si. Mesmo os materiais necessários ao puja e à preparação para a prática do Sadhana serão incompletos. Nestes tempos maus, será extremamente difícil desviarmo-nos dessas sendas. Em tempos como esses, ó Guru, se confiarmos unicamente na Vossa Sadhana, que é o Mantra Vajra Guru, que benefícios e vantagens advirão disso? Pelo bem dos seres futuros com intelecto inferior, desprovidos de um entendimento espiritual profundo, esclarecei-nos. Então o Grande Mestre falou:Ó filha fiel, o que tu disseste é verdade. Nesses tempos futuros, é certo que da prática advirão benefícios imediatos e a longo prazo para todos os seres sencientes. Eu esconderei dezoito tipos de Termas: os tesouros da terra, os tesouros da água, os tesouros do céu e por aí fora, que contém um número incalculável de Sadhanas e de ensinamentos secretos. Nesses tempos maus, os meios hábeis daqueles que possuem um bom karma e a auspiciosa coincidência de acontecimentos serão demasiado difíceis de atingir. Tempos assim são caracterizados pelo esgotamento de quaisquer méritos adquiridos. No entanto, se em lugares como nos Vinte e Quatro Grandes Lugares de Peregrinação ou em templos e vilas ou no pico de uma grande montanha ou num grande rio ou em terras altas ou em terras baixas, habitadas por deuses, demónios e fantasmas, se alguém possuidor dos votos secretos ou dos mantras ou monges possuidores dos votos do Sangha ou mesmo se houver um leigo devoto ou uma mulher de bom carácter, que cultive intensamente a intenção de atingir a Iluminação, se cada um conseguir repetir a essência do Mantra Vajra Guru cem vezes, mil, dez mil ou um milhão de vezes, ou tantas quanto possível, o poder daí resultante será inconcebível à mente humana. Mais, por todas as direcções, a doença, pobreza, guerra, conflitos, fome, profecias terríveis e maus presságios serão desviados. Em todas as direcções chegarão a boa fortuna, gado saudável, colheitas abundantes e chuva em todas as estações do ano. A quem quer que pratique aparecerei na vida presente, nas vidas futuras e no estádio intermédio. Aparecerei com a minha presença real à pessoa superior, aparecerei como uma visão à pessoa intermédia e em sonhos à pessoa inferior. Mais ainda, é certo que essas pessoas, homens ou mulheres, tendo gradualmente percorrido todos os estágios, entrarão na terra de Camaradvipa como vidyadharas. Aquele que repetir o mantra ininterruptamente cem vezes por dia entrará sem esforço no pensamento dos outros de forma favorável. Haverá para essa pessoa comida em abundância, saúde e boa fortuna. Aquele que repetir o mantra mil ou dez mil vezes, ganhará controle sobre as mentes dos outros e é certo que atingirá poder e bênçãos. Quem repetir o mantra cem mil, dez milhões de vezes ou mais, acumulará o poder dos Três Mundos e ganhará controle sobre os Três Reinos da Existência. Deuses e demónios tornar-se-ão seus servos e atingirá, sem qualquer impedimento, os quatro rituais mágicos. Essa pessoa estará apta, sem qualquer impedimento, a ajudar todos os seres, tanto quanto quiser. Quem conseguir contar trinta milhões ou setenta milhões de recitações tornar-se-à inseparável dos Budas dos três tempos: passado, presente e futuro. Na realidade, essa pessoa será idêntica a mim. Todos os deuses e rakshasas ouvirão e obedecerão aos seus comandos, cumprindo todo aquilo todo aquilo que lhes for confiado. A pessoa superior atingirá ainda nesta vida o Corpo de Arco-Íris. A pessoa mediana, na ocasião do Bardo Chi-khai, perceberá a luz clara da Iluminação ['od-gsal]. Mesmo a pessoa inferior, assim que vir o meu rosto no Bardo, ficará livre das aparições (que normalmente aparecem ali) e, tendo renascido em Camaradvipa, dará uma incomensurável ajuda a todos os seres. Então, a Dakini Yeshe Tsogyal perguntou: Ó Grande Mestre, agradecemos-te pelo vasto e incomensurável poder e benefícios. Contudo, para o bem dos seres vindouros, por favor, faz uma breve exposição, em forma de sutra, do incomensurável poder e benefícios, do comentário das sílabas místicas do Mantra do Guru Padma. Então, o Grande Mestre disse: Ó filha de nobre família, aquele que é denominado o Mantra Vajra Guru é não apenas o meu nome, como também representa o próprio coração ou essência vital dos Yidams, dos quatro tipos de Tantras, dos Nove Veículos e das oitenta e quatro mil secções do Dharma. Este Mantra é completo e perfeito, pois é a própria essência de todos os Budas dos três tempos, de todos os Gurus, Devatas, Dakinis e Dharmapalas. Se alguém perguntar a causa desta perfeição então permitam que o ouça bem e que o retenha com firmeza na sua mente. Permitam que repita o mantra uma e outra vez. Permitam que o anote. Então, permitam que se instrua e expliquem o seu significado a todos os seres vindouros.
OM AH HUM VAJRA GURU PADMA SIDDHI HUM
Om, Ah, Hum são a suprema essência do corpo, palavra e mente.
Vajra Guru Padma Siddhi Hum referem-se aos cinco aspectos ou famílias de Buda.
Vajra é a suprema essência da família Vajra;
Guru é a suprema essência da família da jóia;
Padma é a suprema essência da família do Lótus;
Siddhi é a suprema essência do karma;Hum é a suprema essência da família de Tathagata.

OM AH HUM VAJRA GURU PADMA SIDDHI HUM
Om é a perfeição do Sambhogakaya, que encarna os Budas das cinco famílias.
Ah é a perfeição completa e imutável do Dharmakaya.
Hum é a perfeição do espaço diante do Guru Nirmanakaya.
Vajra é a perfeição da divina assembleia de Herukas.
Guru é a perfeição da assembleia do Guru Vidyadharas.
Padma é a perfeição da divina assembleias das Dakinis e Shakinis.
Siddhi é a energia vital [prana, srog] de todos os deus da fortuna e senhores da riqueza.
Hum é a energia vital de todos os Dharmapalas sem excepção.

OM AH HUM VAJRA GURU PADMA SIDDHI HUM
Om, Ah, Hum são as energia vitais dos três tipos de Tantras.
Vajra é a energia vital das duas secções denominadas Vinaya e Sutras.
Guru é a energia vital dos dois Tantras Abidharma e Kriya.
Padma é a energia vital do Tantra Upaya e Tantra Yoga.
Siddhi é a energia vital de Mahayoga e Anuyoga.
Hum é a energia vital do Atiyoga.

OM AH HUM VAJRA GURU PADMA SIDDHI HUM
Om, Ah, Hum purificam todas as obscuridades provenientes dos Três Venenos.
Vajra purifica todas as obscuridades provenientes do ódio.
Guru purifica todas das obscuridades proveniente do orgulho.
Padma purifica todas as obscuridades provenientes da inveja.
Hum purifica todas as obscuridades provenientes de todas as máculas.

OM AH HUM VAJRA GURU PADMA SIDDHI HUM
Através de Om, Ah, Hum obtemos o Dharmakaya, o Sambhogakaya, e Nirmanakaya.
Através de Vajra obtemos a Gnose semelhante ao espelho [jnana].
Através de Guru obtemos a Gnose da semelhança (Nota: “sameness” na tradução inglesa)Através de Padma obtemos a Gnose da Discriminação.
Através de Siddhi obtemos a Gnose de Tudo-alcançar.
Através de Hum obtemos tudo o que provém da Gnose.

OM AH HUM VAJRA GURU PADMA SIDDHI HUM
Através de Om, Ah, Hum controlamos os deuses, demónios e homens.
Através de Vajra controlamos os espíritos hostis, os Gandharvas e os espíritos do fogo.
Através de Guru controlamos os espíritos hostis de Yama e Rakshasas.
Através de Padma controlamos os espíritos hostil da água e do ar.
Através de Siddhi controlamos os espíritos hostis de Yakshas e os demónios poderosos.
Através de Hum controlamos os Genii Planetários e os Senhores da Terra.

OM AH HUM VAJRA GURU PADMA SIDDHI HUM
Através de Om, Ah, Hum obtemos as Seis Perfeições.
Através de Vajra obtemos todos os rituais mágicos pacíficos.
Através do Guru obtemos todos os rituais mágicos da prosperidade.
Através do Padma obtemos todos os rituais mágicos todo-poderosos.
Através de Siddhi obtemos todos os rituais mágicos do sucesso mundano.
Através de Hum obtemos todos os rituais mágicos aterradores.

OM AH HUM VAJRA GURU PADMA SIDDHI HUM
Através de Om, Ah, Hum neutralizamos as influências mágicas tanto dos Lamas como dos Böpos.
Através de Vajra neutralizamos as influências hostis da vingança dos deuses.
Através de Guru neutralizamos as influências hostis dos deuses Rakshasas e das divindades naturais.
Através de Padma neutralizamos as influências hostis das divindades mundanas menores e dos demónios.
Através de Siddhi neutralizamdos as influências hostis dos Nagas e dos Senhores da Terra.
Através de Hum neutralizamos as influências hostis dos deuses, demónios e homens.

OM AH HUM VAJRA GURU PADMA SIDDHI HUM
Através de Om, Ah, Hum vencemos as hostes militantes dos Cinco Venenos.
Através de Vajra vencemos as hostes militantes provenientes do ódio.
Através de Guru vencemos as hostes militantes provenientes da cobiça.
Através de Padma vencemos as hostes militantes provenientes da inveja.
Através de Siddhi vencemos as hostes militantes da inveja.
Através de Hum vencemos as hostes militantes dos deuses, demónios e homens.

OM AH HUM VAJRA GURU PADMA SIDDHI HUM
Através de Om, Ah, Hum obtemos os siddhis do Corpo, Palavra e Mente.
Através de Vajra obtemos os siddhis das divindades pacíficas e iradas [Yi-dam zhi-khro].
Através de Guru obtemos os siddhis do Guru Vidyadhara.
Através de Padma obtemos os siddhis das Dakinis e das Dharmapalas.
Através de Siddhi obtemos os siddhis tanto comuns como supremos.
Através de Hum obtemos todos os siddhis concebíveis.

OM AH HUM VAJRA GURU PADMA SIDDHI HUM
Através de Om, Ah, Hum transmigramos para o Reino Primordial.
Através de Vajra transmigramos para o Reino Felicidade Manifesta que está na direcção Este.
Através de Guru transmigramos para o Reino da Fortuna, que está na direcção Sul.
Através de Padma transmigramos para o Reino da Grande Bênção que está na direcção Oeste.
Através de Siddi transmigramos para o Reino Supremo que está na direcção Norte.
Através de Hum transmigramos para o Reino Inabalável que está no Centro.

OM AH HUM VAJRA GURU PADMA SIDDHI HUM
Através de Om, Ah, Hum obtemos o Vidyadhara dos Três Corpos.
Através do Vajra obtemos o Vidyadhara estabelecido no primeiro estágio.
Através do Guru obtemos o Vidyadhara do poder da longevidade.
Através do Padma obtemos o Vidyadhara do Mahamudra.
Através do Siddhi obtemos o Vidyadhara autocriado [lhun-grub].Através do Hum obtenos o Vidyadhara completamente maturado.

OM AH HUM VAJRA GURU PADMA SIDDHI HUM
Se pronunciarmos o Mantra Vajra Guru apenas uma vez então mesmo que apareça a doença e a miséria, o mérito disto será maior do que a inteira expansão do Jambudvipa. É certo que todos os seres, homens e mulheres, que olharem, ouvirem ou memorizarem este mantra tornar-se-ão vidyadharas. As palavras verdadeiras do Guru Vajra nunca falham. Se acontecer que alguém não obtenha o seu desejo da forma como o disse, então, eu, Padma, falhei com todos os seres sencientes. No entanto, uma vez que é certo que eu não falho, as pessoas devem praticar a sadhana de acordo com as minhas instruções. Quem não conseguir cantar o mantra repetidamente, deve colocá-lo no cimo de um poste como uma bandeira vencedora, pois, sem dúvida, os ventos levá-lo-ão a todos os seres. Em alternativa, pode desenhá-lo em madeira, pedra, terra ou noutra coisa, consagrando-o, tornando-o poderoso [rab-gnas], e então colocá-lo num sítio alto ao longo da estrada. Vendo-o ali, todos os seres serão purificados de doenças, espíritos malignos e obscuridades. Num local assim, fica detida a passagem dos demónios e rakshasas. Pode ainda escrevê-lo num papel azul-escuro com tinta de ouro puro e encaderná-lo. Desta forma, os espíritos malígnos, diabos e fantasmas ficarão incapazes de fazerem qualquer tipo de mal. Após a morte, se for queimado com o corpo, aparecerá um arco-íris. Mais, é certo que essa pessoa transmigrará para a Grande Bênção [bde-chen]. Se uma pessoa escrever e ler este mantra repetidamente, seguramente passará para lá de qualquer medida de virtude. Para o bem de todos os seres sencientes vindouros, eu escreverei isto e escondê-lo-ei. Então, que alguém possuidor de bom karma o encontre.
SAMAYA! GYA GYA GYA!
(este é o meu voto secreto, três vezes selado!)
Que permaneça em segredo daqueles com visão herética.
GYA GYA GYA!
Contudo, que seja oferecido a todos aqueles que são firmes nos seus votos.Tulku Karma Lingpa recuperou este tesouro escondido e copiou-o do Shog-ser.Nota: Este texto consiste num diálogo entre a princesa tibetana Yeshe Tsogyal e o seu Guru, Padmasambhava. Consiste num comentário sobre o significado escondido das síladas do Mantra de Padmasambhava Vajra Guru. Trata-se de um excerto de um trabalho maior, o Shog-ser, que pertence a um Terma descoberto pelo grande Mestre de Terma Karma Lingpa. Este mestre é também responsável pela descoberta do famoso Bardo Thosgrol ou “Livro Tibetano dos Mortos”. É um ser extraordinário cujas primeiras descobertas ocorreram quanto tinha apenas 15 anos de idade. A primeira edição da versão inglesa traduzida do original tibetano, que data do séc. XIV, foi imprensa em 6 de Junho de 1998, nos EUA.Que todos os méritos decorrentes da publicação deste trabalho sejam imediatamente transferidos para o benefício de todos os seres. (Veja o texto original em Inglês)
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OS BENEFÍCIOS DO MANTRA DO MESTRE DE DIAMANTE
É interessante conhecer o alcance do mantra que está no coração do yoga do Mestre. O diálogo que se segue é uma tradução livre de certas passagens de um texto escrito no século VIII e relata uma conversa entre Padmasambhava e a dakini Yeshe Tsogyal, sua principal discípula tibetana. Após ter apresentado a Guru Rinpoche as oferendas exteriores, interiores e secretas, Yeshe Tsogyal fez-lhe o seguinte pedido:«Oh Mestre Venerado, para o meu bem e para o bem dos seres a vir, considerai este meu pedido. O facto de vos ter encontrado é para mim e para as pessoas do meu tempo um bem inestimável. Nos tempos vindouros, encontrar-se na presença de um ser como vós será extremamente difícil. Pessoalmente, recebi ensinamentos, conselhos e práticas com abundância e todas as dúvidas me abandonaram. Em contrapartida, vós mesmos haveis previsto dificuldades consideráveis para os homens e mulheres dos tempos futuros: de espírito turbulento, grande dificuldade terão para encontrar e compreender os ensinamentos autênticos. A profusão de visões desgarradas e de ensinamentos falaciosos ensombrarão os seus espíritos, quão difícil lhes será discemir o verdadeiro do falso! Mais ainda, muito renitentes ficarão diante dos verdadeiros ensinamentos. Chegada a época dos desastres, das guerras, das fomes e doenças, os seres irão vaguear de continente em continente, sempre em fuga, como formigas escorraçadas do formigueiro. Haveis dado numerosas indicações sobre a maneira de repelir as calamidades e as idades difíceis; todavia, esses tempos vindos, muitos desejarão voltar-se para o Dharma, mas há-de faltar-lhes o vagar. Quanto aos que exprimirem um real interesse pela prática, difícil lhes será aprofundá-la. A discórdia reinará entre os seres; tanto os seus alimentos como os objectos usuais perderão as qualidades naturais e serão contaminados. Para entravar essas condições nefastas, haveis já invocado o poder dos mantras e do mantra do Mestre de Diamante em particular. Tende a bondade de nos explicar esse mantra e o modo de o utilizar.»
O grande sábio respondeu:«É verdade, nesses tempos os desastres e as calamidades irão abater-se. Em intenção dos seres que então viverão, escondi tesouros em diferentes sítios do planeta – em rochedos e montanhas, nos rios e também no coração de seres predestinados. Esses tesouros serão extremamente benéficos.Quanto ao mantra do Mestre de Diamante, é também o mantra de todos os seres iluminados. Nos tempos difíceis poderá ser cantado em lugares sagrados ou em lugares solitários, no cimo das montanhas, à beira de rios ou dos oceanos, ou ainda em lugares varridos por catástrofes. Haja um grande praticante, um monge autêntico ou alguém de imensa compaixão que então o recite cem, mil, dez mil, cem mil vezes ou mais, e o resultado será inconcebível. O som do mantra poderá estrangular ou afastar todo o tipo de flagelos, tais como doenças, fomes ou guerras, bem como as consequências do desequilíbrio da Natureza: colheitas más, chuvas torrenciais, inundações ou secas. Este mantra contém em si imensos poderes, que permitem equilibrar os diferentes elementos tanto no plano exterior como interior e secreto. Quem quer que o pratique encontrará o Perfeitamente Iluminado, o Buda, nesta vida, nas vidas futuras ou no estado intermediário, em sonho ou em realidade. Aquele ou aquela que, com uma compaixão autêntica, o recitar regularmente, pelo menos cem vezes por dia, não conhecerá qualquer dificuldade material e verá os seus desejos cumprirem-se pelo poder dessa recitação. Aquele ou aquela que o recitar mil vezes por dia receberá incalculáveis bênçãos, bem como a capacidade de socorrer os demais de modo inconcebível. O praticante que o recitar cem mil vezes ou dez vezes cem mil de modo contínuo, ou seja, todos os dias e sem interrupção, poderá pacificar tudo o que é negativo e adquirirá para si e para os demais o poder de prolongar a vida e aumentar a sabedoria, e poderá dominar os fenómenos e subjugar as forças negativas. O seu poder de ajudar os outros aumentará consideravelmente. Quem quer que faça trinta ou setenta vezes cem mil recitações de maneira contínua, tornar-se-á inseparável dos Budas do passado, do presente e do futuro e receberá conselhos e indicações directamente dos seres iluminados. Todos os seus votos se realizarão. Pelo melhor, obterá no espaço de uma única vida o corpo de arco-íris. A um nível mediano, alcançará a liberdade última no momento da morte. No pior dos casos, durante o bardo, eu, Padmasambhava, virei em pessoa para o guiar na via da completa Iluminação.»
De novo, Yeshe Tsogyal disse:«Mestre, eis uma prática verdadeiramente extraordinária! Tende a bondade de nos explicar o sentido deste mantra, de tal modo que os seres humanos vindouros possam compreendê-lo melhor.»
Padmasambhava deu-lhe então uma resposta extremamente pormenorizada, da qual se seguem alguns extractos:«Este mantra é a essência de todos os mantras. Através dele podemos explicar todas as ciências e todos os ensinamentos que existem. Ouve com atenção, coloca por escrito o que vou dizer e explica-o então a quem tenha necessidade:Om corresponde à natureza do corpo, Ah à natureza da palavra e Hung à natureza do espírito de todos os Budas. As cinco palavras Vajra Guru Padma Siddhi Hung referem-se aos cinco aspectos ou ‘famílias’ de Buda: a famí1ia do Diamante (Vajra), da Jóia (Ratna), do Lótus(Padma), do Duplo-Vajra (Karma) e da Roda (Buda). Representam as cinco sabedorias: a sabedoria como o espelho, a sabedoria da equanimidade, a sabedoria que discerne, a sabedoria que tudo realiza e a sabedoria do espaço absoluto.Quanto ao efeito deste mantra:As três sílabas Om Ah Hung têm o poder de purificar os seres dos três principais venenos, que são a aversão, o apego e a ignorância. As sílabas Vajra Guru Padma Siddhi Hung actuam sobre as emoções de modo mais específico: Vajra pacifica a emoção grosseira da aversão e os obscurecimentos que ela provoca; Guru dissipa os véus grosseiros e subtis do orgulho; Padma suprime os véus e as emoções provenientes do apego; Siddhi aplica-se à inveja e ao ciúme; Hung purifica da ignorância e dos véus subtis que ela implica.Este mantra não trata apenas as desordens emocionais devidas aos cinco venenos, trata também dos seus efeitos sobre o corpo físico: os desequilíbrios que perturbam os órgãos principais.Podemos igualmente dar uma tradução literal deste mantra:Om Ah Hung: o corpo, a palavra e o espírito.Vajra: o diamante indestrutível.Guru: supremo, o mestre.Padma: o lótus.Siddhi: as realizações.Hung: receber, reunir, perfazer.
Este mantra possui um grande poder de protecção contra as forças exteriores susceptíveis de perturbar o espírito e os órgãos vitais. Pode repelir e suprimir todo as formas de violência, caso alguém de imensa compaixão o pratique assiduamente ou numerosas pessoas o recitem em uníssono: Om Ah Hung repele os conflitos armados derivados dos três venenos de um modo geral. De modo mais específico e em relação com os cinco venenos, Vajra repele as guerras causadas pela cólera; Guru as que nascem do orgulho; Padma as devidas ao apego egoísta; Siddhi as que são inspiradas pela inveja e pela cobiça; Hung as que resultam de uma influência exterior súbita, fonte de desequilíbrios (por exemplo, a influência que impele os dirigentes das nações a agir de maneira irresponsável).»
Segundo Padmasambhava, cantar este mantra, ainda que uma só vez, tem um efeito subtil de tal modo vasto que, se pudéssemos dar a este último uma forma, o universo inteiro não bastaria para a conter. Escrevê-lo de maneira a que seja visto e recitá-lo de maneira a que os seres o ouçam ou o recordem são fontes de imensos benefícios. Cantá-lo onde tenha havido um acidente, um desastre natural ou qualquer outro tipo de dificuldades, previne o seu recrudescimento. Se quisermos ajudar uma pessoa ou um animal à beira da morte, podemos colocar sobre o corpo do moribundo o mantra escrito em tinta dourada sobre um papel azul consagrado. A sua influência benéfica exercer-se-á no estado intermediário e conduzirá esse ser a uma existência melhor. Cantar este mantra numa viatura ou em qualquer outro tipo de transporte é uma protecção eficaz contra os acidentes.Podemos igualmente servir-nos dele para revitalizar a comida: ao pequeno-almoço, por exemplo, recitamo-lo algumas vezes e depois sopramos sobre os alimentos. Ou então, enquanto o recitamos, concentramo-nos para reunir mentalmente a essência dos elementos e dissolvêmo-la de seguida na comida. Esta verá a sua energia regenerada, reequilibrada e transformada. Este mesmo método pode servir para abençoar os remédios que tomamos ou damos, de modo a aumentar os seus efeitos terapêuticos. Segundo a medicina tibetana, é possível restabelecer o equilíbrio dos agregados do corpo físico utilizando os princípios activos de plantas e minerais específicos. Mas para reequilibrar o plano de energia muito subtil que circula no corpo e, em particular, o plano mental, isso não basta; é necessário recorrer à concentração e à recitação de certos mantras. Por essa razão, na medicina tibetana não nos contentamos em preparar os medicamentos mecanicamente. A pessoa que os prepara concentra-se com muito amor e compaixão e serve-se de mantras para consagrar os remédios durante o seu fabrico; o médico, por sua vez, age da mesma maneira antes de os administrar. Há então efeitos subtis que se conjugam aos efeitos químicos, equilibrando as energias subtis e contribuindo para o sucesso do tratamento. Também vocês podem consagrar os remédios que tomam com este mantra.Em resumo, o objectivo da prática deste mantra não é unicamente dar a quem o recita bênçãos e poderes, mas sim permitir-lhe que se ajude e que ajude os demais de múltiplas maneiras.Por conseguinte, na vida quotidiana, ganhem o hábito de o cantar ao levantar e ao deitar, antes de dar início a um projecto, a um trabalho ou a uma viagem.Quando estão felizes, cantem-no para propagarem a vossa alegria; tristes, cantem-no para apaziguarem o sofrimento do Universo. Os benefícios assim engendrados verter-se-ão sobre vós e sobre todos os seres, como um rio sem fim.
texto do Livro “Diamantes de Sabedoria” de Pema Wangyal

domingo, 17 de maio de 2009

A explicação dos nomes dados a essa Sabedoria

Esta Sabedoria liberta das eternamente transitórias Oito Metas.
Por conseguinte, enquanto não cai sob a influência de qualquer extremo, é chamada de “O Caminho do Meio”.
É chamada de “Sabedoria” por causa da sua inquebrantável continuidade de memória.
Sendo a essência da vacuidade da mente, é chamada de “A Essência dos Budas”.
Se o significado destes ensinamentos fosse conhecido por todos os seres, como seria incomparavelmente excelente!
Por conseguinte, estes ensinamentos são chamados “Os meios de Alcançar a Outra Margem da Sabedoria [ ou Sabedoria Transcendental]”.
Aos que já passaram para o Nirvana, esta Mente é tanto incomeçável quando infindável; por conseguinte, é chamada de “O Grande Símbolo”.
Porquanto essa Mente, por ser conhecida e não ser conhecida, torna-se a base de todas as alegrias do Nirvana e de todas as tristezas do Sangsãra; é chamada de “A Base de Tudo”.
A pessoa impaciente, comum, enquanto habita o seu corpo carnal chama essa muito clara Sabedoria de “inteligência comum”.
Independentemente de qualquer nome elegante e vário que seja dado a essa Sabedoria como resultado de um completo estudo, que Sabedoria alem dessa, aqui revelada, pode alguém desejar realmente?
Desejar mais do que essa Sabedoria é ser como aquele que peocura um elefante seguindo os seus rastros, quando já encontrou no próprio elefante.

A Maravilha Destes Ensinamentos

Esta Clara Luz auto originada, eternamente não-nascida, é um filho órfão da Sabedoria. É Maravilhoso.
Sendo não-criada, é Sabedoria Natural. É maravilhoso.
Não tendo conhecido o nascimento, não conhece a morte. É maravilhoso.
Embora seja a Realidade Total, não existe o seu percebedor. É maravilhoso.
Embora vague pelo Sangsãra, ela permanece imaculada pelo mal. É maravilhoso.
Embora perceba o Buda, ela permanece dissociada do bem. É maravilhoso.
Os que não conhecem o fruto desta ioga procuram outros frutos. É maravilhoso.
Embora a Clara Luz da Realidade brilhe dentro da vossa mente, a multidão por ela procura em outros lugares. É maravilhoso.

Guru Padmasambhava

Guru Padmasambhava